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Encouraçado tombado em meio a fumaça negra densa, com o mastro e a superestrutura inclinados sobre a água O encouraçado Arizona queimando depois do ataque, em 7 de dezembro de 1941, com a estrutura do mastro de vante tombada após a explosão do paiol. Só nele morreu quase metade dos 2.403 americanos daquele dia. — Fotógrafo não identificado da Marinha dos EUA · NARA 195617 · Domínio público
Episódio 08 · Segunda Guerra Mundial, 1941

Pearl Harbor

7 de dezembro de 1941 · Pearl Harbor, ilha de Oahu, Havaí (então território dos Estados Unidos), Pacífico central

Um ataque perfeito no tático e errado no estratégico?

Na manhã de 7 de dezembro de 1941, 353 aviões saídos de seis porta-aviões japoneses atacam a Frota do Pacífico em Pearl Harbor, no Havaí. Em menos de duas horas, os oito encouraçados americanos no porto estão atingidos, 188 aviões destruídos e 2.403 americanos mortos. O Japão perde 29 aviões.

Como lance, é quase perfeito. Mas os três porta-aviões americanos não estavam no porto, os tanques de combustível, as oficinas e a base de submarinos ficaram de pé, e seis dos oito encouraçados voltariam à guerra. No dia seguinte, os Estados Unidos declaram guerra com um único voto contra. A pergunta desta página é como um ataque tão bem executado mirou a peça errada.

FichaFicha da batalha

Japão — forçaa força de ataque (Kidō Butai): 6 porta-aviões (Akagi, Kaga, Sōryū, Hiryū, Shōkaku e Zuikaku), 2 encouraçados, 3 cruzadores, 11 contratorpedeiros e 8 petroleiros, com 414 aviões disponíveis; mais 5 submarinos de esquadra levando 5 submarinos anõesOs seis porta-aviões são consenso; o restante da composição, pela Wikipédia em inglês.1 fonte
Japão — comandoalmirante Isoroku Yamamoto (Frota Combinada, autor do plano); vice-almirante Chūichi Nagumo (força de ataque); comandante Mitsuo Fuchida (líder no ar, primeira onda); capitão de corveta Shigekazu Shimazaki (segunda onda). Plano escrito sobretudo por Ryūnosuke Kusaka, com Minoru Genda2+ fontes
Estados Unidos — comandoalmirante Husband E. Kimmel (Frota do Pacífico); general Walter C. Short (Exército, defesa do Havaí)2+ fontes
Terrenoporto raso e fechado, com a frota fundeada em fila ao redor da ilha Ford; acreditava-se que a pouca profundidade protegia contra torpedos lançados de avião2+ fontes
Objetivo japonêsimpedir a Frota do Pacífico de interferir na conquista do Sudeste Asiático e das Índias Orientais Holandesas, depois do corte do petróleo americano em julho de 1941, e levar os Estados Unidos a negociar2+ fontes
PrecedenteTaranto, Itália, noite de 11 para 12 de novembro de 1940: 21 biplanos Swordfish do porta-aviões britânico Illustrious põem fora de ação três encouraçados italianos fundeados em porto raso2+ fontes
Horárioradar de Opana detecta a formação às 07:02; primeiras bombas às 07:48 em Kaneohe e às 07:55 sobre o porto; a segunda onda chega por volta das 08:50A hora da segunda onda é do National Park Service.2+ fontes
As ondasprimeira, 183 aviões lançados (40 torpedeiros, 49 bombardeiros de altitude, 51 de mergulho e 43 caças); segunda, cerca de 170A segunda onda aparece com 167, 170 ou 171 aviões conforme a fonte; o total que chegou a Oahu, 353, é o mesmo em todas.diverge
Navios atingidos21 afundados ou avariados, entre eles os 8 encouraçados no porto; todos menos 3 (Arizona, Oklahoma e o ex-encouraçado Utah) voltaram ao serviço2+ fontes
Aviões americanos188 destruídos e 159 avariados, de 402 no HavaíA ficha do museu da Marinha dos EUA usa outro corte: 92 perdidos pela Marinha e 77 pelo Exército.2+ fontes
Baixas americanas2.403 mortos (2.008 da Marinha, 218 do Exército, 109 fuzileiros, 68 civis); quase metade no Arizona. Feridos: 1.178 pela tabela do museu da Marinha dos EUA, 1.104 pela conta do National Park ServiceOs mortos conferem em duas fontes; a divergência é só nos feridos.diverge
Baixas japonesas29 aviões; 64 mortos (55 aviadores e 9 tripulantes dos submarinos anões); os 5 submarinos anões perdidos2+ fontes
Prisioneiros1: o alferes Kazuo Sakamaki, de um submarino anão encalhado, primeiro prisioneiro japonês da guerra2+ fontes
O que não foi atingidoos três porta-aviões (fora do porto), os tanques de combustível, as oficinas, os diques, o estaleiro e a base de submarinos2+ fontes
Resultadovitória tática japonesa: a linha de encouraçados fica fora de combate por meses; a capacidade de reparo, o combustível e os porta-aviões ficam intactos2+ fontes
O depois8 de dezembro: declaração de guerra ao Japão, 82 a 0 no Senado e 388 a 1 na Câmara. 11 de dezembro: Alemanha e Itália declaram guerra aos Estados Unidos2+ fontes
2+ fontes Confirmado em duas ou mais fontes independentes.1 fonte Uma fonte só; o texto diz qual.diverge As fontes discordam; mostramos as versões e não escolhemos.sem registro Ninguém registrou. Dizemos isso em vez de inventar.

Lance 1O plano: um golpe de abertura para comprar tempo

Em julho de 1941 os Estados Unidos cortam a exportação de petróleo para o Japão, e Tóquio decide tomar o petróleo das Índias Orientais Holandesas. A peça que pode atrapalhar é a Frota do Pacífico, que Roosevelt tinha mandado para Pearl Harbor em 1940. O almirante Isoroku Yamamoto, comandante da Frota Combinada, começa a desenhar o ataque em janeiro de 1941. O plano é escrito sobretudo pelo contra-almirante Ryūnosuke Kusaka, com o comandante Minoru Genda, que defendia seis porta-aviões e três ondas.

O precedente era recente. Na noite de 11 para 12 de novembro de 1940, 21 biplanos Swordfish do porta-aviões britânico Illustrious puseram fora de ação três encouraçados italianos fundeados no porto raso de Taranto. A lição era que porto raso já não protegia contra torpedo lançado de avião. Os japoneses estudaram Taranto a fundo, mas não partiram dele: segundo o historiador Mark Peattie, trabalhavam em torpedo de água rasa desde 1939, e Taranto confirmou o que já testavam.

A lista de alvos dizia tudo sobre a cabeça de quem planejou. Segundo os historiadores H. P. Willmott e Haruo Tohmatsu, a ordem era aviação em terra, porta-aviões, encouraçados e outros navios de guerra, navios mercantes, instalações do porto e, por último, instalações em terra. A Marinha japonesa media vitória em navio de combate afundado. Os tanques de combustível estavam no fim da lista.

FIG. 02Foto tirada de um avião japonês durante o ataque de torpedos: um torpedo acaba de atingir o West Virginia, do outro lado da ilha Ford. Ao fundo, à direita, a base de submarinos e os tanques de combustível — o que nenhuma das duas ondas atacou.Marinha Imperial Japonesa (foto capturada) · U.S. Navy NH 50930 · Domínio público

Lance 2Os avisos que ninguém juntou

Em 24 de setembro de 1941, Tóquio pediu ao consulado em Honolulu a posição dos navios em Pearl Harbor, por zonas do porto. Washington decifrou a mensagem em 9 de outubro, julgou-a pouco importante e não a repassou a Kimmel nem a Short. Em 27 de novembro veio o aviso formal: 'considere este despacho um aviso de guerra'. Mas ele falava do Extremo Oriente, não de Pearl Harbor, e no Havaí a ameaça foi lida sobretudo como sabotagem.

Na manhã de 7 de dezembro houve dois avisos diretos. Às 06:37 o contratorpedeiro Ward avistou um submarino na entrada do porto, abriu fogo às 06:45 e informou o comando por rádio, segundo o relatório do próprio comandante. Às 07:02 o radar do Exército em Opana, no norte de Oahu, captou uma formação a cerca de 132 milhas. O tenente de plantão no centro de interceptação, no segundo dia no posto e sem treino, supôs que fossem os bombardeiros B-17 esperados da Califórnia, que vinham de direção quase igual.

A inteligência americana lia a cifra diplomática japonesa, mas a chancelaria não discutia o plano militar, e o código da marinha não estava legível — uma edição nova entrou em vigor em 1º de dezembro. A frota de ataque navegou em silêncio de rádio. Os avisos que havia eram peças soltas num sistema que não as juntou.

FIG. 03A base de submarinos de Pearl Harbor e os tanques de combustível vistos do ar em 13 de outubro de 1941, oito semanas antes do ataque. Acima do solo e à vista, guardavam de 4 a 4,5 milhões de barris, conforme a fonte, e ficaram intactos.Marinha dos EUA · 80-G-182880 · Domínio público

Lance 3O lance: duas ondas contra a linha de encouraçados

A primeira onda, 183 aviões sob o comando de Mitsuo Fuchida, abre o ataque às 07:48 em Kaneohe e às 07:55 sobre o porto. Os torpedeiros vão primeiro contra os encouraçados, enquanto bombardeiros de mergulho e caças batem os campos de aviação para impedir reação. A segunda onda, cerca de 170 aviões, chega por volta das 08:50. Ao todo, 353 aviões alcançam Oahu.

Os oito encouraçados no porto são atingidos. O Arizona explode quando uma bomba alcança o paiol de vante, e só nele morre quase metade dos americanos daquele dia. O Oklahoma emborca, o West Virginia e o California afundam no lugar, o Nevada termina encalhado. Dos 402 aviões americanos no Havaí, 188 são destruídos e 159 avariados.

A defesa acorda tarde, mas acorda: das 29 perdas japonesas, 20 acontecem na segunda onda. No fim, os Estados Unidos têm 2.403 mortos e 21 navios atingidos. O Japão perde 29 aviões, os cinco submarinos anões e 64 homens. Pela régua do plano, é um sucesso quase completo.

FIG. 04A plotagem original do radar de Opana, no norte de Oahu, na manhã de 7 de dezembro de 1941: a trilha da formação japonesa descendo do norte, anotada com os horários. A detecção começou às 07:02 e foi tomada pelos bombardeiros B-17 esperados da Califórnia.Soldados Joseph Lockard e George Elliott e outros, Exército dos EUA · Domínio público

Lance 4O que ficou de pé

Os três porta-aviões da Frota do Pacífico não estavam no porto. O Enterprise voltava de levar caças a Wake e atrasou pelo mau tempo; o Lexington levava aviões a Midway; o Saratoga estava longe do Havaí. A ironia é que o ex-encouraçado-alvo Utah, afundado naquela manhã, ocupava a vaga prevista para o Enterprise.

Ficaram intactos os tanques de combustível, acima do solo e à vista, com 4 a 4,5 milhões de barris conforme a fonte; as oficinas, os diques e o estaleiro; e a base de submarinos. O Havaí não produzia petróleo: cada barril vinha do continente, e os petroleiros da Frota do Pacífico somavam só 760.000 barris de capacidade, segundo o tenente-coronel Patrick Donovan. Foram as oficinas que puseram os navios avariados de volta ao mar, e foram os submarinos daquela base que estrangularam a importação japonesa de petróleo.

Há uma ressalva que o historiador Jonathan Parshall faz questão de registrar: antes do ataque, ninguém do lado americano tratava os tanques como peça decisiva — estavam sem defesa antiaérea, sem dispersão, acima do solo. Dentro da doutrina das duas marinhas, o encouraçado era a peça mais valiosa do tabuleiro. O Japão mirou o que a régua do jogo mandava mirar, no momento exato em que a régua mudava.

FIG. 05Roosevelt assina a declaração de guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941, de braçadeira preta. O Congresso a aprovou em menos de uma hora: 82 a 0 no Senado e 388 a 1 na Câmara.Abbie Rowe · Domínio público

Lance 5A terceira onda: o que se sabe e o que se conta

Não houve terceira onda — isso é fato. A versão mais conhecida do porquê é a do próprio Fuchida a Gordon Prange, em 1963, depois levada ao filme Tora! Tora! Tora!: ele teria pedido com insistência um novo ataque contra os tanques e as oficinas, e Nagumo teria recusado. Essa versão é contestada. Interrogado pelos americanos em 1945 sobre por que não houve novo ataque, Fuchida falou do poder aéreo americano desconhecido e de que oito encouraçados bastavam, sem mencionar tanques. Genda negou em suas memórias que a cena tenha acontecido, e Kusaka chamou as críticas de reflexões tardias.

As razões de Nagumo que a historiografia registra são de tabuleiro. A segunda onda já tinha custado o dobro da primeira; o paradeiro dos porta-aviões americanos era desconhecido; podia haver bombardeiros em terra prontos para revidar; uma terceira onda obrigaria a recolher aviões à noite, coisa que só a Marinha britânica dominava; o combustível da força estava no limite. E a missão principal, neutralizar a frota, parecia cumprida. Era doutrina japonesa preservar a força em vez de buscar a destruição total.

Mesmo que houvesse um terceiro ataque, Parshall argumenta que ele quase certamente iria contra os cruzadores, contratorpedeiros e submarinos que restavam no porto, não contra os tanques. O erro, se houve, não estava na decisão de uma tarde: estava escrito na lista de alvos meses antes.

Lance 6O lance seguinte é do adversário

O plano supunha que um golpe de abertura levaria os Estados Unidos a negociar. Em 8 de dezembro de 1941 Roosevelt pede a guerra ao Congresso, que a aprova em menos de uma hora: 82 a 0 no Senado, 388 a 1 na Câmara. A mensagem japonesa que encerrava as negociações chegou a Washington mais de uma hora depois de o ataque começar — e, de todo modo, não declarava guerra. Em 11 de dezembro Alemanha e Itália declaram guerra aos Estados Unidos sem que o pacto com o Japão as obrigasse.

Sem encouraçados, a Marinha americana passou a lutar com o que tinha: porta-aviões e submarinos, operando a partir da base que ficou de pé. Seis meses depois, quatro dos seis porta-aviões que atacaram Pearl Harbor afundaram em Midway. Os encouraçados reparados, lentos demais para acompanhar os porta-aviões, serviram sobretudo para bombardear costa.

VereditoPor que deu no que deu

Como execução, Pearl Harbor foi quase perfeito: surpresa, concentração e um adversário que viu os sinais e não os juntou. Como estratégia, mirou a peça que a doutrina japonesa considerava a mais valiosa — o encouraçado — no momento em que o valor passava para o porta-aviões, o combustível e a capacidade de reparo. As duas ondas mal chegaram ao terceiro item de uma lista que punha as instalações do porto no fim. Não foi descuido de uma tarde, foi a régua do plano.

E o erro mais caro não foi de alvo, foi de premissa. O ataque supunha que um golpe de abertura levaria os Estados Unidos a negociar. Em termos de xadrez, é o jogador que ganha a dama do adversário no primeiro lance e descobre que ela não era a peça que decidia a partida — e que o lance acordou do outro lado do tabuleiro alguém disposto a jogar até o fim. O contra-almirante japonês Chūichi Hara resumiu depois da guerra: ganharam uma grande vitória tática e, com isso, perderam a guerra.

MitosO que se conta e o que o registro mostra

  • O que se conta

    Roosevelt sabia do ataque e deixou acontecer para entrar na guerra.

    O que o registro mostra

    Nenhum documento mostra alguém em Washington sabendo que o alvo era Pearl Harbor. O código da marinha japonesa não era legível antes do ataque, a cifra diplomática não trazia o plano militar e a frota navegou em silêncio de rádio. Washington sabia que vinha guerra e avisou em 27 de novembro; o que falhou foi juntar as peças — a mensagem sobre as zonas do porto não repassada, o radar desconsiderado. Dez inquéritos oficiais, e a historiografia principal rejeita a tese.

  • O que se conta

    Fuchida implorou por uma terceira onda contra os tanques de combustível, e Nagumo recusou.

    O que o registro mostra

    É a versão que Fuchida deu a Gordon Prange em 1963 e que o filme Tora! Tora! Tora! popularizou. Em 1945, interrogado pelos americanos, ele não mencionou os tanques; Genda negou a cena em suas memórias. Não houve terceira onda — isso é fato. O pedido dramático é depoimento tardio e contestado, e a doutrina japonesa punha os tanques no fim da lista de alvos.

  • O que se conta

    Os porta-aviões foram tirados do porto porque Washington sabia do ataque.

    O que o registro mostra

    O Enterprise e o Lexington estavam levando aviões a Wake e a Midway, e o Enterprise devia ter voltado em 6 de dezembro, mas atrasou pelo mau tempo. Em 1941 o navio capital das duas marinhas ainda era o encouraçado: quem quisesse salvar o mais valioso teria tirado os oito encouraçados, que ficaram.

  • O que se conta

    Yamamoto disse que o Japão tinha acordado um gigante adormecido.

    O que o registro mostra

    A frase é do filme Tora! Tora! Tora!, de 1970, e não há prova de que Yamamoto a tenha dito. O que se registra dele é a previsão feita ao primeiro-ministro Konoe em 1941: seis meses a um ano de vitórias, e nenhuma confiança para o segundo e o terceiro ano.

  • O que se conta

    A Frota do Pacífico foi destruída em Pearl Harbor.

    O que o registro mostra

    Dos 21 navios atingidos, 18 voltaram ao serviço; dos 8 encouraçados, 6. Os três porta-aviões estavam fora do porto, e os tanques de combustível, as oficinas e a base de submarinos ficaram intactos.

PerguntasPerguntas frequentes

Quando foi o ataque a Pearl Harbor?

Na manhã de 7 de dezembro de 1941. As primeiras bombas caíram às 07:48 em Kaneohe e às 07:55 sobre o porto; a segunda onda chegou por volta das 08:50, e o ataque durou menos de duas horas.

Quantas pessoas morreram no ataque a Pearl Harbor?

Morreram 2.403 americanos: 2.008 da Marinha, 218 do Exército, 109 fuzileiros e 68 civis, quase metade deles no Arizona. O Japão perdeu 64 homens e 29 aviões.

Por que o Japão atacou Pearl Harbor?

Depois do corte do petróleo americano em julho de 1941, o Japão decidiu tomar o petróleo das Índias Orientais Holandesas. O ataque devia impedir a Frota do Pacífico de interferir nessa conquista e levar os Estados Unidos a negociar.

Roosevelt sabia do ataque a Pearl Harbor?

Nenhum documento mostra alguém em Washington sabendo que o alvo era Pearl Harbor. O código da marinha japonesa não era legível antes do ataque e a frota navegou em silêncio de rádio; Washington sabia que vinha guerra, e o que falhou foi juntar os avisos.

O que aconteceu depois do ataque a Pearl Harbor?

Em 8 de dezembro de 1941, os Estados Unidos declararam guerra ao Japão: 82 a 0 no Senado e 388 a 1 na Câmara. Em 11 de dezembro, Alemanha e Itália declararam guerra aos Estados Unidos.

Episódio 08 · estreia 12 de novembro de 2026

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FontesFontes

  1. W. W. Outerbridge, relatório do USS Ward sobre o afundamento de um submarino japonês, 7 de dezembro de 1941 (anexo ao relatório do CINCPAC de 15 de fevereiro de 1942; NARA), transcrito pelo National Museum of the U.S. Navy. — history.navy.mil
  2. Naval History and Heritage Command / National Museum of the U.S. Navy, Fact Sheet: Pearl Harbor: Aftermath. — history.navy.mil
  3. National Park Service, The Pearl Harbor Attack. — nps.gov
  4. Jonathan Parshall, "Reflecting on Fuchida, or 'A Tale of Three Whoppers'", Naval War College Review 63:2, 2010. — digital-commons.usnwc.edu
  5. Patrick H. Donovan, "Oil Logistics in the Pacific War", Air Force Journal of Logistics XXVIII:1, 2004. — apps.dtic.mil
  6. Frederick D. Parker, Pearl Harbor Revisited: U.S. Navy Communications Intelligence, 1924–1941, NSA Center for Cryptologic History, 1994. — ibiblio.org
  7. S.J. Res. 116, Declaração de Guerra ao Japão, 8 de dezembro de 1941 — Visit the Capitol. — visitthecapitol.gov
  8. Attack on Pearl Harbor — Wikipédia em inglês. — en.wikipedia.org
  9. Pearl Harbor advance-knowledge conspiracy theory — Wikipédia em inglês. — en.wikipedia.org
  10. Radar warning of Pearl Harbor attack — Wikipédia em inglês. — en.wikipedia.org
  11. Battle of Taranto — Wikipédia em inglês. — en.wikipedia.org

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