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Xadrez Bélico
Caminhão militar coberto por lona, parado na beira de uma estrada coberta de neve, com uma fila de outros veículos abandonados ao fundo Viaturas abandonadas pelo exército alemão na estrada de Volokolamsk, a oeste de Moscou, em dezembro de 1941, durante a retirada que se seguiu à contraofensiva soviética. Foto de imprensa soviética. — Ivan Shagin · RIA Novosti, arquivo nº 697 · CC BY-SA 3.0
Episódio 09 · Segunda Guerra Mundial, 1941

A Batalha de Moscou

30 de setembro de 1941 a 7 de janeiro de 1942 · Os acessos a Moscou, Rússia, de Viazma e Briansk, a oeste, a Kalinin (hoje Tver), ao norte, e Tula, ao sul

Por que a Blitzkrieg parou às portas da capital?

Na primeira semana de outubro de 1941, o Grupo de Exércitos Centro alemão executa a Operação Tufão com a perfeição de manual: seis exércitos soviéticos cercados em Viazma, mais três em Briansk, e mais de meio milhão de prisioneiros. Em Berlim, o porta-voz do governo anuncia à imprensa estrangeira que a campanha do leste está decidida. Dois meses depois, os mesmos tanques estão parados a cerca de 30 km do Kremlin, e no dia 5 de dezembro o Exército Vermelho contra-ataca.

A explicação que mais circula tem nome próprio: o General Inverno. O registro alemão da época conta outra história. A ofensiva perdeu a força antes do frio extremo, por causa de uma ferrovia que não carregava o que o exército consumia, de blindados reduzidos a um terço e de um adversário que, em vez de acabar, repôs as peças. Esta página segue a partida lance a lance e pesa cada explicação.

FichaFicha da batalha

Alemanha — forçasGrupo de Exércitos Centro: 1.929.000 homens, contando um grande contingente auxiliar; força de combate de 78 divisões, com três grupos panzerA Wikipédia em inglês dá a faixa de 1.184.000 a 1.929.406 homens.2+ fontes
URSS — forçasFrentes Ocidental, de Briansk e de Reserva: cerca de 1.250.000 homens em 2 de outubro de 19412+ fontes
Tanquesde 1.000 a 2.470 alemães e de 1.044 a 3.232 soviéticos no início, conforme a fontediverge
Alemanha — comandoFedor von Bock (Grupo de Exércitos Centro, substituído por Günther von Kluge em dezembro); Heinz Guderian (2º Exército Panzer); Hermann Hoth, depois Hans Reinhardt (3º Grupo Panzer); Erich Hoepner (4º Grupo Panzer); Kluge (4º Exército); Franz Halder e Walther von Brauchitsch no comando do exército; Adolf Hitler2+ fontes
URSS — comandoGueorgui Jukov (Frente Ocidental, a partir de 10 de outubro); Ivan Konev (Frente de Kalinin); Semion Timochenko (Frente Sudoeste); Josef Stalin e a Stavka2+ fontes
Terrenoplanalto de florestas e vilarejos, cortado pelos rios Volga, Oka e pelo canal Moscou–Volga; estradas de terra que a chuva de outono transforma em lama, e uma rede ferroviária de bitola mais larga que a alemã2+ fontes
Objetivo alemãopela Diretiva nº 35, de 6 de setembro de 1941, destruir as frentes soviéticas a oeste de Moscou e cercar a cidade; em 12 de outubro, Hitler ordena que nenhum soldado alemão entre nela2+ fontes
Viazma e Briansknove exércitos soviéticos cercados na primeira semana de outubro. Prisioneiros: 663.000 em Viazma e cerca de 100.000 em Briansk na contagem alemã; 658.000 nos dois bolsões em outra conta oficial alemã; cerca de 514.000 em estimativa recentediverge
Ponto mais próximoKrasnaia Poliana, a cerca de 30 km do Kremlin, ocupada pela 2ª Divisão Panzer em 30 de novembro; a 7ª Divisão Panzer cruzou o canal Moscou–Volga em Iakhroma em 28 de novembroUma patrulha alemã em Khimki aparece em vários relatos, com datas e unidades que não batem entre si.2+ fontes
ContraofensivaFrente de Kalinin em 5 de dezembro de 1941; Frente Ocidental e a ala direita da Frente Sudoeste em 6 de dezembro. Klin é retomada em 15 de dezembro, Kalinin em 162+ fontes
Forças em 5 de dezembro1.708.000 alemães contra 1.100.000 soviéticos, na história oficial soviética; 800.000 contra 719.000 a 760.000 em obras soviéticas anteriores. O número alemão maior conta toda a retaguarda; o soviético não conta os oito exércitos da reserva, cerca de 800.000 homensA leitura das bases é de Ziemke e Bauer, história oficial do Exército dos EUA.diverge
Baixas soviéticas658.279 na defesa (30 de setembro a 5 de dezembro) e 370.955 na contraofensiva até 7 de janeiro, pelos números de Krivosheev; 653.924 de outubro a janeiro, para Erickson; 1.806.123 até 20 de abril de 1942, para Bellamydiverge
Baixas alemãs174.194 mortos, feridos e desaparecidos no Grupo de Exércitos Centro de 1º de outubro a 10 de janeiro, pelos relatórios oficiais de dez dias, que historiadores consideram subcontados; cerca de 500.000 até 20 de abril de 1942, para Bellamydiverge
Congelamentocerca de 100.000 casos no exército alemão até a virada do ano, mais de 14.000 com amputação; mais de 250.000 até o fim do invernoAllen F. Chew, Fighting the Russians in Winter, Exército dos EUA, 1981.1 fonte
Resultadoa ofensiva alemã fracassa e o Grupo de Exércitos Centro é empurrado para oeste; é a primeira grande derrota do exército alemão na guerra2+ fontes
O depoisem 16 de dezembro Hitler proíbe recuos e exige "resistência fanática"; em 19 de dezembro aceita a demissão de Brauchitsch e assume ele mesmo o comando do exército. A ofensiva soviética seguinte, em Rjev e Viazma, vai até abril de 19422+ fontes
2+ fontes Confirmado em duas ou mais fontes independentes.1 fonte Uma fonte só; o texto diz qual.diverge As fontes discordam; mostramos as versões e não escolhemos.sem registro Ninguém registrou. Dizemos isso em vez de inventar.

Lance 1O lance perfeito: Viazma e Briansk

Em 6 de setembro de 1941, a Diretiva nº 35 devolve a prioridade ao Grupo de Exércitos Centro, parado a leste de Smolensk desde agosto. O 2º Grupo Panzer de Guderian ataca em 30 de setembro; o resto do grupo de exércitos, em 2 de outubro, sob sol de outono. Os três grupos panzer contornam os flancos das frentes soviéticas e passam entre elas.

Em cerca de uma semana, seis exércitos estão cercados a oeste de Viazma e quase toda a Frente de Briansk, três exércitos, em bolsões perto de Briansk. Franz Halder anota no diário que a execução foi "francamente clássica". A contagem alemã da época registra 663.000 prisioneiros em Viazma e cerca de 100.000 em Briansk; outra conta oficial alemã dá 658.000 nos dois bolsões; estimativas recentes ficam perto de 514.000. Em qualquer delas, passa de meio milhão.

Foi talvez a melhor execução do método alemão em toda a guerra, e o caminho para Moscou ficou praticamente aberto. Em 9 de outubro, o porta-voz do governo alemão disse à imprensa estrangeira que a campanha do leste estava decidida. O lance de cerco funcionou. A partida, não acabou.

FIG. 02Soldado alemão limpa a lagarta enlameada de um semilagarta Sd.Kfz. 250 num vilarejo do setor central da frente, em outubro de 1941, o mês em que as chuvas prenderam os blindados às estradas.Götze · Bundesarchiv, Bild 101I-140-1210-26A · CC BY-SA 3.0 DE

Lance 2A ferrovia que não carregava a guerra

O Grupo de Exércitos Centro vivia de trens, e a bitola soviética é mais larga que a europeia. Locomotiva alemã só rodava em trilho convertido; nas outras linhas, dependia de material russo capturado. Até o fim de setembro, menos de 10.000 das cerca de 15.000 milhas de ferrovia em uso tinham sido convertidas, segundo o estudo do Exército dos EUA de 1955 sobre os documentos alemães. Para a ofensiva sobre Moscou, os planejadores calculavam subir os trens de combustível de 22 para 29 por dia.

Em 13 de novembro, na conferência de Orsha, os chefes de estado-maior dos exércitos disseram a Halder o que isso significava: em todo o território ocupado só se tinham capturado 500 locomotivas e 21.000 vagões, cerca de um décimo do necessário. A roupa de inverno ficava estocada na retaguarda porque não podia ser levada à frente sem cortar outros suprimentos. Pelo mesmo estudo americano, praticamente nenhuma estaria disponível para distribuição antes do início de janeiro.

Em 27 de novembro, o intendente-geral do exército, Eduard Wagner, resumiu: estavam no fim dos recursos em pessoal e material. O exército que chegaria às portas de Moscou não ia passar fome de coragem; ia passar fome de combustível, munição e agasalho.

FIG. 03Estrada enlameada na região de Moscou, em novembro de 1941, na legenda do próprio fotógrafo alemão. Semanas depois o chão congelou e os blindados voltaram a andar — e a ofensiva parou mesmo assim.Britting · Bundesarchiv, Bild 183-B15500 · CC BY-SA 3.0 DE

Lance 3A lama, e o que ela realmente fez

A primeira neve cai na noite de 6 de outubro; as chuvas de outono começam no dia 7. Alternando chuva e neve, e com o peso de tanques e caminhões, as estradas de terra viram lamaçal. Na terceira semana de outubro, as divisões de ponta estão espalhadas por 40 a 50 km de estrada, a infantaria às vezes passa à frente dos tanques, e o 3º Grupo Panzer pensa em seguir a pé e de carroça.

Presos à estrada, os alemães podem ser enfrentados de frente, quilômetro por quilômetro, e o T-34, de lagarta mais larga, se move melhor no barro. No fim de outubro o grupo de exércitos está praticamente parado entre Kalinin e o rio Oka, a cerca de 60 km de Moscou.

O peso da lama é discutido. O estudo do Exército dos EUA de 1955 a põe entre as razões principais do fracasso; Jack Radey e Charles Sharp, examinando os registros da Wehrmacht em 2015, concluem que ela contribuiu, mas estava longe de ser o fator mais importante. O argumento mais forte contra a lama como causa vem logo depois: em meados de novembro o chão congela, os blindados voltam a andar como em estrada pavimentada, e a ofensiva para mesmo assim.

FIG. 04O avanço sobre Moscou de 26 de agosto a 5 de dezembro de 1941: o desvio para Kiev ao sul, a Operação Tufão e, no quadro à esquerda, a situação diante de Moscou no dia em que começou a contraofensiva. Mapa do atlas histórico da Academia Militar dos EUA, feito depois da guerra.Departamento de História da Academia Militar dos Estados Unidos (West Point) · Domínio público

Lance 4Orsha: jogar mais um lance com dois terços das peças

A conferência de 13 de novembro, no trem especial de Halder em Orsha, na Bielorrússia, é o documento que mais pesa nesta história, porque é da época e porque mostra que o comando sabia. As baixas alemãs no leste somavam 686.000 até 1º de novembro. De meio milhão de veículos, um terço estava imprestável e só um terço plenamente em condição. As divisões panzer tinham 35% da força original de tanques. O próprio comando avaliava as 136 divisões do leste como equivalentes a 83 completas.

Os argumentos a favor de atacar também estão registrados: os russos pareciam no limite, um último golpe antes do inverno podia derrubá-los, e não se podia repetir o erro do Marne em 1914, quando a Alemanha desistiu de uma batalha que não estava perdida. Bock não queria passar o inverno a poucas dezenas de quilômetros de Moscou com a cidade e suas ferrovias nas mãos do adversário. O comando do exército decidiu atacar, com objetivos reduzidos.

É o lance decisivo da partida, e não é soviético. O jogador olha o próprio tabuleiro, vê que tem dois terços das peças e pouco tempo no relógio, e mesmo assim parte para o ataque.

FIG. 05Ouriços antitanque e barricada na rua Bolshaia Dorogomilovskaia, em Moscou, em outubro de 1941, o mês do pânico na cidade e da evacuação do governo para Kuibyshev.Arkadi Shaikhet · RIA Novosti, arquivo nº 604273 · CC BY-SA 3.0

Lance 5A última ofensiva: até 30 km do Kremlin

A ofensiva recomeça em 15 de novembro, com o chão já duro. O 3º Grupo Panzer toma Klin em 23 de novembro; em 27, a 7ª Divisão Panzer chega ao canal Moscou–Volga e no dia seguinte cruza em Iakhroma. Em 30 de novembro a 2ª Divisão Panzer ocupa Krasnaia Poliana, a cerca de 30 km do Kremlin — o ponto mais próximo registrado com segurança. Ao sul, Guderian contorna Tula, que não cai.

Do lado soviético, Jukov tinha gastado pouco e recebido muito: em novembro, a Frente Ocidental ganhou 100.000 homens, 300 tanques e 2.000 peças de artilharia, e a Stavka formava exércitos de reserva atrás do Volga. Dois deles, o 1º de Choque e o 20º, entraram exatamente no vão entre Iakhroma e Krasnaia Poliana. Stalin segurou o resto.

Em 1º de dezembro, Bock escreve a Brauchitsch que a crença num colapso soviético provou ser uma fantasia, que as tropas estão exaustas e que a ofensiva perdeu todo sentido e propósito. De 1º a 5 de dezembro ela atola na frente inteira, e as ordens de parar vão primeiro ao 4º Exército, depois às pontas blindadas.

FIG. 06Posição de fuzileiro alemão na neve perto de Koriakovo, 66 km a sudoeste de Moscou, em 8 de dezembro de 1941 — o dia em que Hitler mandou abandonar as grandes operações ofensivas.Mährlen · Bundesarchiv, Bild 146-1992-055-33 · CC BY-SA 3.0 DE

Lance 6O frio chega depois, e o contra-ataque também

Na noite de 4 para 5 de dezembro, a temperatura cai a cerca de −32 °C; em 6 de dezembro, chega a cerca de −39 °C na frente de Moscou, segundo os registros alemães. Tanques não pegam, metralhadoras e canhões não disparam com o lubrificante congelado. Na manhã de 5 de dezembro a Frente de Kalinin ataca pelo Volga congelado; no dia 6, a Frente Ocidental de Jukov e a ala direita da Frente Sudoeste.

O adversário que devia estar acabado tinha, no setor de Moscou, um terço a mais de divisões de fuzileiros, cinco vezes mais divisões de cavalaria e duas vezes e meia mais brigadas de tanques do que em 2 de outubro. Klin é retomada em 15 de dezembro e Kalinin no dia 16; em dez dias os soviéticos avançam mais de 50 km no norte e mais de 80 km no sul.

Em 8 de dezembro, Hitler assina a Diretiva nº 39: o inverno severo chegou surpreendentemente cedo e obriga a abandonar as grandes operações ofensivas. A explicação pelo clima nasce aí, no mesmo papel que encerra a ofensiva. Em 16 de dezembro ele proíbe recuos; em 19 aceita a demissão de Brauchitsch e assume o comando do exército.

VereditoPor que deu no que deu

A Tufão não parou por causa do inverno: chegou exausta a ele. O cerco de Viazma e Briansk funcionou como manual, e foi o último lance que funcionou. Depois dele, o Grupo de Exércitos Centro avançou sobre uma ferrovia que não o abastecia, numa lama que o prendeu à estrada, com tanques reduzidos a um terço, contra um adversário que repunha divisões mais rápido do que ele as destruía. Em Orsha, o comando alemão viu esses números e decidiu atacar assim mesmo. O frio extremo chegou depois que Bock já tinha escrito que a ofensiva perdera o sentido, e transformou a parada em retirada porque encontrou um exército sem roupa de inverno — que ficara na retaguarda pelo mesmo motivo que faltou munição.

O desvio para Kiev em agosto pesa menos do que os generais disseram depois da guerra: custou tempo e desgastou blindados, mas tirou do tabuleiro um flanco de mais de meio milhão de homens, e a análise logística de Martin van Creveld conclui que um avanço sobre Moscou no fim de agosto não era possível. As divisões siberianas também pesam menos do que a lenda: houve tropas do leste na contraofensiva, mas a massa veio dos exércitos de reserva recém-formados.

Em termos de xadrez, é o jogador que ganha uma torre com um lance brilhante e perde a partida no relógio, porque o adversário tira outra torre do bolso. A Blitzkrieg vencia o lance. Diante de Moscou, ela descobriu que a partida não acabava no lance.

MitosO que se conta e o que o registro mostra

  • O que se conta

    O General Inverno derrotou os alemães diante de Moscou.

    O que o registro mostra

    Em 1º de dezembro de 1941, Bock escreve que a ofensiva perdeu "todo sentido e propósito"; o frio que paralisa armas e motores chega na noite de 4 para 5 de dezembro. Em novembro o frio ajudou os alemães, ao congelar a lama. Até 1º de novembro o exército alemão no leste já somava 686.000 baixas. A explicação pelo clima aparece por escrito na Diretiva nº 39 de Hitler, de 8 de dezembro de 1941. O inverno agravou a derrota porque a roupa de inverno estava parada na retaguarda — e isso foi falha de abastecimento.

  • O que se conta

    Os alemães chegaram a Khimki e viram as torres do Kremlin.

    O que o registro mostra

    O ponto mais próximo registrado com segurança é Krasnaia Poliana, ocupada em 30 de novembro de 1941, a cerca de 30 km do Kremlin. Os relatos de uma patrulha em Khimki dão datas e unidades que não batem entre si, de 16 de outubro a 2 de dezembro; a história de que se via o Kremlin não tem registro.

  • O que se conta

    Stalin fugiu de Moscou.

    O que o registro mostra

    A partir de 15 de outubro de 1941 o governo, o estado-maior e o corpo diplomático foram evacuados para Kuibyshev, e Stalin teve trem e aviões à disposição. Mas ficou: decretou o estado de sítio em 19 de outubro e passou em revista o desfile de 7 de novembro na Praça Vermelha. O relato de que ele andou na plataforma ao lado do trem e foi embora sem embarcar, em 18 de outubro, é do jornalista Andrew Nagorski.

  • O que se conta

    As divisões siberianas salvaram Moscou.

    O que o registro mostra

    Os números divergem muito: mais de 18 divisões vindas da Sibéria e do Extremo Oriente numa conta; 70 divisões do Extremo Oriente até 1º de dezembro numa contagem soviética ampla citada pela história oficial do Exército dos EUA; poucas no setor de Moscou, em outra análise. Houve tropas siberianas na defesa e no contra-ataque, mas a massa da contraofensiva veio dos exércitos de reserva formados no outono, com muita tropa sem treino.

PerguntasPerguntas frequentes

Quem venceu a Batalha de Moscou?

A União Soviética. A ofensiva alemã, a Operação Tufão, fracassou a cerca de 30 km do Kremlin, e a contraofensiva iniciada em 5 de dezembro de 1941 empurrou o Grupo de Exércitos Centro para oeste: foi a primeira grande derrota do exército alemão na guerra.

Quando foi a Batalha de Moscou?

De 30 de setembro de 1941 a 7 de janeiro de 1942. A ofensiva alemã atolou de 1º a 5 de dezembro, e o Exército Vermelho contra-atacou em 5 e 6 de dezembro de 1941.

Por que a Alemanha perdeu a Batalha de Moscou?

A ofensiva chegou exausta antes do frio extremo. A ferrovia não carregava o que o exército consumia, a lama prendeu as colunas à estrada, as divisões panzer tinham 35% dos tanques originais, e a União Soviética repunha divisões mais rápido do que os alemães as destruíam.

O inverno derrotou os alemães na Batalha de Moscou?

Não foi o inverno que parou a ofensiva. Em 1º de dezembro de 1941, Bock escreveu que ela tinha perdido todo sentido e propósito, e o frio extremo só chegou na noite de 4 para 5 de dezembro. A explicação pelo clima aparece na Diretiva nº 39 de Hitler, de 8 de dezembro.

Quantos soldados morreram na Batalha de Moscou?

As fontes divergem e contam baixas, não só mortos. Pelos números de Krivosheev, os soviéticos tiveram 658.279 baixas na defesa e 370.955 na contraofensiva; os relatórios alemães registram 174.194 no Grupo de Exércitos Centro até 10 de janeiro, número considerado subcontado.

Episódio 09 · estreia 19 de novembro de 2026

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MaisLeia também

FontesFontes

  1. Earl F. Ziemke e Magna E. Bauer, Moscow to Stalingrad: Decision in the East, U.S. Army Center of Military History, 1987, capítulos II a V. — ibiblio.org
  2. George E. Blau, The German Campaign in Russia — Planning and Operations (1940–1942), DA Pamphlet 20-261a, Department of the Army, 1955. — archive.org
  3. Allen F. Chew, Fighting the Russians in Winter: Three Case Studies, Leavenworth Papers nº 5, Combat Studies Institute, 1981. — archive.org
  4. Richard J. Evans, resenha de David Stahel, Kiev 1941, The New Republic. — newrepublic.com
  5. Steven D. Mercatante, resenha de David Stahel, The Battle for Moscow, Michigan War Studies Review 2016-024. — miwsr.com
  6. Jack Radey e Charles Sharp, "Was It the Mud?", The Journal of Slavic Military Studies 28/4, 2015. — tandfonline.com
  7. H. G. W. Davie, "The Influence of Railways on Military Operations in the Russo-German War 1941–1945", History of Military Logistics, 2018 (cita Martin van Creveld, Supplying War). — hgwdavie.com
  8. Jonathan Dimbleby, "When the German Army Neared Moscow, Millions Fled — But Some Stayed to Fight", HistoryNet. — historynet.com
  9. Andrew Nagorski, "Stalin's Tipping Point", Newsweek, 2007. — newsweek.com
  10. Battle of Moscow — Wikipédia em inglês (baixas por fonte: Glantz e House, Erickson, Bellamy, relatórios do Heeresarzt). — en.wikipedia.org
  11. Khimki e Lobnya — Wikipédia em inglês. — en.wikipedia.org
  12. List of Adolf Hitler's directives — Wikipédia em inglês (Diretiva nº 39). — en.wikipedia.org

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