Às 10:20 de 4 de junho de 1942, três esquadrilhas de bombardeiros de mergulho americanos chegam quase juntas sobre a força de porta-aviões do almirante Chūichi Nagumo, a noroeste de Midway. Em cerca de cinco minutos, três dos quatro porta-aviões japoneses — Kaga, Akagi e Sōryū — estão em chamas. Seis meses depois de Pearl Harbor, a força que tinha aberto a guerra no Pacífico perde a iniciativa numa manhã.
A história mais contada diz que os japoneses estavam a cinco minutos de lançar o próprio ataque, com o convés cheio de aviões prontos. O registro diz outra coisa. Esta página segue a partida pelos dois lados do tabuleiro: o que a quebra parcial do código japonês deu aos americanos, o que o plano dividido de Yamamoto tirou de Nagumo, e quanto do resultado foi leitura e quanto foi acaso.
FichaFicha da batalha
| Japão — comando | almirante Isoroku Yamamoto (Frota Combinada, no encouraçado Yamato, centenas de milhas atrás); vice-almirante Chūichi Nagumo (força de porta-aviões, Kidō Butai); contra-almirante Tamon Yamaguchi (2ª Divisão de Porta-Aviões: Hiryū e Sōryū) | 2+ fontes |
|---|---|---|
| Estados Unidos — comando | almirante Chester Nimitz (Frota do Pacífico, em Pearl Harbor); contra-almirante Frank Jack Fletcher (comando tático, Força-Tarefa 17, Yorktown); contra-almirante Raymond Spruance (Força-Tarefa 16, Enterprise e Hornet) | 2+ fontes |
| Forças no ponto da decisão | 4 porta-aviões japoneses com 248 aviões e 20 escoltas, contra 3 porta-aviões americanos com 233 aviões e 25 escoltas, mais 127 aviões na ilhaNúmeros da NHHC (Cox). A página geral da NHHC conta 229 aviões japoneses embarcados, 234 americanos embarcados e 110 na ilha: a diferença é de base de contagem. | diverge |
| Objetivo japonês | Operação MI: tomar Midway para atrair e destruir os porta-aviões americanos que escaparam de Pearl Harbor. Em paralelo, a Operação AL ataca as Aleutas, no Alasca, a partir de 3 de junho | 2+ fontes |
| Terreno | mar aberto; o atol tem duas ilhas, Eastern, com a pista, e Sand, com a base de hidroaviões, a cerca de 2.100 km de Oahu. Os porta-aviões americanos esperavam a nordeste, num ponto apelidado Point Luck | 2+ fontes |
| A inteligência | o código operacional japonês (JN-25B) estava parcialmente quebrado; o grupo de Joseph Rochefort, em Pearl Harbor, identificou Midway como o alvo AF e, em 25 de maio, a data: Aleutas em 3 de junho, Midway em 4 de junho | 2+ fontes |
| Duração | de 3 de junho, primeiros ataques a oeste de Midway, a 7 de junho, quando o Yorktown afunda. A decisão foi tomada entre 10:20 e 10:30 de 4 de junho | 2+ fontes |
| Navios perdidos | Japão: os porta-aviões Akagi, Kaga, Sōryū e Hiryū e o cruzador pesado Mikuma. Estados Unidos: o porta-aviões Yorktown e o contratorpedeiro Hammann | 2+ fontes |
| Mortos | Japão: 3.057 na conta de Parshall e Tully, adotada pela NHHC, mais de 700 deles mecânicos e técnicos de aviação. Estados Unidos: 307 (NHHC) ou cerca de 362 (National WWII Museum) | diverge |
| Prisioneiros | três aviadores americanos tirados do mar por contratorpedeiros japoneses foram mortos depois de interrogados: o piloto Wesley Osmus, do Yorktown, no Arashi; o piloto Frank O'Flaherty e o mecânico Bruno Gaido, do Enterprise, no Makigumo | 2+ fontes |
| Aviões perdidos | Japão: os 248 aviões dos quatro porta-aviões, mais hidroaviões de cruzadores e encouraçados. Estados Unidos: entre 144 e cerca de 150, conforme a fonteContas japonesas mais antigas são maiores. Só no ataque da manhã de 4 de junho, os porta-aviões americanos perderam 70 aviões, segundo a NHHC. | diverge |
| Aviadores japoneses | 110 perdidos, pouco menos de um quarto dos embarcados, segundo Parshall e Tully. A perda que não se repôs foi a dos porta-aviões e das equipes de convés | 1 fonte |
| Resultado | Yamamoto cancela a invasão de Midway e retira a frota para oeste. Os quatro porta-aviões perdidos tinham atacado Pearl Harbor | 2+ fontes |
| O depois | o Japão não lança mais nenhuma grande ofensiva no Pacífico; dois meses depois, os americanos desembarcam em Guadalcanal | 2+ fontes |
Lance 1A abertura: um plano feito para esconder, não para apoiar
Depois do ataque de aviões americanos a Tóquio em 18 de abril de 1942, o almirante Isoroku Yamamoto impôs ao alto-comando a sua operação: tomar Midway, o atol no extremo noroeste do Havaí, e obrigar os porta-aviões americanos que escaparam de Pearl Harbor a sair para defendê-lo, onde seriam destruídos. Ao mesmo tempo, outra força atacaria as Aleutas, no Alasca.
Para não espantar o adversário, Yamamoto dividiu a frota em grupos separados por centenas de milhas, com os encouraçados bem atrás dos porta-aviões. O preço foi que nenhum grupo podia apoiar o outro. Em volta dos quatro porta-aviões de Chūichi Nagumo — Akagi, Kaga, Hiryū e Sōryū — havia só dois encouraçados rápidos, três cruzadores e doze contratorpedeiros. Faltavam o Shōkaku e o Zuikaku, avariado um e desfalcado o outro na batalha do Mar de Coral, um mês antes.
E o plano partia de duas premissas erradas: que o Yorktown tinha afundado no Mar de Coral e que os americanos não sabiam de nada. O Japão empenhou quase toda a sua frota operacional. No lugar da decisão, porém, ficaram quatro porta-aviões com 248 aviões, contra três porta-aviões americanos com 233 aviões e uma ilha com mais 127. Na arma que decidiria a batalha, o bombardeiro de mergulho, a NHHC fala em paridade aproximada.
Lance 2A leitura: o que o código quebrado deu, e o que não deu
O código operacional da Marinha japonesa, o JN-25B, estava quebrado só em parte. Segundo Samuel Cox, da NHHC, os americanos interceptavam cerca de 60% das mensagens e liam de fato de 10% a 15%, muitas vezes em fragmentos. O próprio Nimitz escreveu em 26 de maio que se decodificavam 40% das mensagens copiadas. Não havia cópia da ordem de operações japonesa em Pearl Harbor. Havia pedaços, análise de tráfego e a experiência de dois oficiais que falavam japonês, Joseph Rochefort, chefe do grupo de criptoanálise, e Edwin Layton, da inteligência da frota.
Desde março o dígrafo AF aparecia nas mensagens como objetivo, e em Pearl Harbor se lia AF como Midway. Washington duvidava. Entre 15 e 21 de maio, os analistas de lá falavam em Samoa, na costa oeste, até no próprio Havaí. Foi para eles, e não para Nimitz, que se montou o truque: por cabo submarino, Midway recebeu ordem de transmitir em claro que sua destilação de água doce tinha quebrado. Pouco depois os americanos leram uma mensagem japonesa avisando que a unidade aérea de AF tinha água só para duas semanas. A ideia é atribuída a Jasper Holmes, do grupo de Rochefort; há quem a credite ao próprio Rochefort.
Em 25 de maio o grupo de Rochefort quebrou a cifra de datas e previu as Aleutas para 3 de junho e Midway para 4 de junho. Nimitz adotou as datas, deixou os encouraçados na costa oeste, reforçou a ilha e mandou seus três porta-aviões para uma emboscada a nordeste dela. O Yorktown, que os japoneses davam como afundado, foi reparado em Pearl Harbor em cerca de três dias e saiu em 30 de maio. Do lado japonês, o cordão de submarinos entre o Havaí e Midway chegou atrasado, quando os porta-aviões americanos já tinham passado.
Lance 3O lance de Nagumo: atacar a ilha com a reserva no hangar
Às 04:30 de 4 de junho, Nagumo lança 108 aviões contra Midway e sete aviões de busca para cobrir um setor de cerca de 200 graus — pouco para tanto mar, e com nuvens a nordeste, justamente onde estavam os americanos. O ataque à ilha faz estrago, mas perde 11 aviões e tem outros 14 muito danificados, e o líder pede uma segunda passada. Entre 07:10 e 08:30 chegam, um após outro, os ataques dos aviões baseados na ilha: nenhum acerto, perdas pesadas.
Às 07:15, contra a ordem de Yamamoto de manter a reserva armada contra navios, Nagumo manda rearmá-la com bombas para alvo terrestre. Às 07:40 um hidroavião do cruzador Tone informa navios americanos a nordeste; Nagumo suspende o rearmamento e, perto das 08:20, sabe que há um porta-aviões entre eles. Decide então recolher primeiro os aviões que voltavam da ilha, para não perdê-los no mar, e lançar depois um ataque completo, com torpedos e escolta, como mandava a doutrina japonesa. Os aviões descem ao hangar para ser armados e abastecidos.
A versão clássica chama isso de hesitação. Cox, da NHHC, diz o contrário: Nagumo agiu de forma agressiva e conforme a doutrina, e já tinha perdido a partida às 04:30, ao lançar o ataque contra a ilha sem saber que havia porta-aviões americanos por perto. Spruance começara a lançar às 07:00, no alcance extremo. Quando Nagumo recebeu a notícia, os aviões que decidiriam a batalha já estavam no ar.
Lance 4O sacrifício dos torpedeiros e a busca de McClusky
Os ataques americanos chegaram em pedaços. O grupo aéreo do Hornet não encontrou os japoneses, e seus caças caíram no mar sem combustível. Só o esquadrão de torpedeiros VT-8, de John Waldron, achou o alvo: às 09:20 atacou sozinho, e os 15 aviões foram abatidos sem um acerto. George Gay foi o único sobrevivente dos 30 tripulantes. O VT-6, do Enterprise, perdeu 9 de 14; o VT-3, do Yorktown, 10 de 12. Nenhum torpedo explodiu num porta-aviões.
Não foram inúteis. Durante quase três horas, os porta-aviões japoneses manobraram e lançaram e recolheram caças sem parar, sem conseguir pôr no convés o ataque contra a frota americana. E o VT-3, que chegou por volta das 10:00, puxou a patrulha de caças japonesa para baixo e para sudeste — na hora exata em que importava.
Enquanto isso, o grupo de bombardeiros do Enterprise, comandado por Wade McClusky, estava perdido e no limite do combustível. Às 09:55 McClusky avistou um contratorpedeiro japonês sozinho, correndo para nordeste: era o Arashi, que ficara para trás caçando o submarino americano Nautilus. McClusky apostou que ele levava ao resto da força, e o seguiu. Nimitz diria depois que essa decisão selou o destino da batalha.
Lance 5Cinco minutos: 10:22 a 10:26
Por volta das 10:20 chegam, por direções diferentes, os dois esquadrões de mergulho do Enterprise e o do Yorktown, que tinha decolado uma hora depois e voado direto. Ninguém combinou a coincidência. Os caças japoneses estavam baixos, atrás dos torpedeiros, e as nuvens esconderam os bombardeiros até ser tarde.
Os dois esquadrões do Enterprise mergulharam ambos sobre o Kaga, por um erro de distribuição de alvos que as fontes atribuem ora a McClusky, ora a Richard Best. O Kaga recebeu pelo menos quatro bombas; uma matou o comandante na ponte. Best percebeu o erro, saiu do mergulho com seus dois alas e atacou o Akagi. Uma única bomba, em geral atribuída a ele, atravessou o convés e explodiu no hangar, entre aviões abastecidos e armados. Ao mesmo tempo, o esquadrão do Yorktown, de Maxwell Leslie, acertou três bombas no Sōryū.
Bastou tão pouco porque os hangares estavam cheios de aviões com combustível, com bombas e torpedos fora dos paióis pela troca de armamento, e porque os porta-aviões japoneses tinham linhas de combustível expostas e combatiam incêndio só com água. Às 10:46 Nagumo deixou o Akagi para o cruzador Nagara. Em cerca de cinco minutos, três porta-aviões tinham virado destroços em chamas.
Lance 6O contra-golpe do Hiryū e o fim
O Hiryū, mais ao norte, saiu intacto. Por volta das 11:00 — 10:40 na conta de Cox, perto das 11:00 na da NHHC — lançou 18 bombardeiros de mergulho e 6 caças. Só sete bombardeiros passaram pelos caças americanos, e acertaram três bombas no Yorktown. Reparado, o porta-aviões voltou a navegar a cerca de 19 nós. Às 13:30 saiu a segunda leva, 10 torpedeiros e 6 caças, sob Joichi Tomonaga, cujo avião não tinha combustível para voltar. Os pilotos acharam que atacavam outro porta-aviões, intacto, e acertaram dois torpedos no Yorktown, que foi abandonado.
Por volta das 17:00, bombardeiros do Enterprise, com aviões do Yorktown que tinham pousado nele, acertaram quatro bombas no Hiryū. À noite, Spruance recuou para leste, para não cair num combate noturno com os encouraçados de Yamamoto. Os quatro porta-aviões japoneses foram afundados por torpedos da própria escolta: Kaga e Sōryū na noite de 4 de junho, Akagi e Hiryū na manhã de 5. Yamaguchi afundou com o Hiryū.
Em 6 de junho, bombardeiros de mergulho afundaram o cruzador pesado Mikuma, avariado numa colisão. No mesmo dia o submarino I-168 torpedeou o Yorktown, que seguia a reboque, e afundou o contratorpedeiro Hammann ao lado dele. O Yorktown afundou na manhã de 7 de junho.
Nem todos os mortos americanos caíram em combate. Três aviadores derrubados no dia 4 foram tirados do mar por contratorpedeiros japoneses e interrogados. Wesley Osmus, piloto de torpedeiro do Yorktown, foi morto no Arashi: segundo testemunhas ouvidas pela investigação da Marinha americana depois da guerra, levou um golpe de machado de incêndio na popa e foi jogado ao mar. Frank O'Flaherty e Bruno Gaido, do Enterprise, foram mantidos no Makigumo e, dias depois, jogados ao mar com pesos amarrados aos pés. Os três estão entre os mortos americanos da batalha.
VereditoPor que deu no que deu
Midway não foi milagre nem só sorte. A leitura americana pôs as peças no lugar certo: um código lido em fragmentos que bastou para dar alvo e data, a aposta de Nimitz em concentrar os três porta-aviões numa emboscada, e a decisão de Spruance de lançar cedo, no alcance extremo. O lado japonês chegou com um plano dividido para esconder forças, uma busca fraca e uma doutrina que armava e abastecia no hangar — o que transformava cada bomba num incêndio.
O acaso decidiu quantos porta-aviões caíram de uma vez. A chegada simultânea das três esquadrilhas não foi combinada, e o Akagi só foi atingido porque três aviões se desviaram de um erro de alvo. A historiografia diverge no peso: para Cox, da NHHC, a coincidência foi pura sorte; para Craig Symonds, até a esteira do Arashi foi fruto de decisões, como a insistência do submarino Nautilus em atacar. Em termos de xadrez, Nagumo não perdeu num lance das 07:15: perdeu na abertura, quando atacou a ilha sem saber onde estava a dama adversária.
E os cinco minutos são de verdade, mas são os americanos: de 10:22 a 10:26. Os outros cinco minutos — os de Fuchida, com o convés cheio de aviões prontos para decolar — não aparecem no registro japonês da época. Os aviões estavam no hangar, e faltavam mais de quarenta minutos.
MitosO que se conta e o que o registro mostra
- O que se conta
Os japoneses estavam a cinco minutos de lançar o contra-ataque, com o convés cheio de aviões armados e abastecidos, quando as bombas caíram.
O que o registro mostraA versão é de Mitsuo Fuchida, que estava no Akagi, em livro de 1951 e artigo de 1955. A história oficial japonesa de 1971 diz que não havia aviões de ataque no convoo na hora do ataque. Jonathan Parshall e Anthony Tully mostram pelos registros de bordo que o Akagi pousou três caças às 10:10, com o convés livre, e que preparar um ataque levava cerca de 40 minutos; o Hiryū, intacto, só lançou o seu por volta das 11:00. A NHHC fala em mais de 45 minutos. O que é verdade: os hangares estavam cheios de aviões abastecidos e armados — e foi isso que alimentou os incêndios.
- O que se conta
Midway foi um milagre: uma vitória americana contra probabilidades esmagadoras.
O que o registro mostraO Japão tinha muito mais navios no mar, mas no lugar da decisão eram 4 porta-aviões e 248 aviões contra 3 porta-aviões, 233 aviões e a ilha com mais 127. A NHHC fala em paridade aproximada nos bombardeiros de mergulho e diz que não foi milagre — atribui a vitória à inteligência, às decisões dos comandantes, à coragem das tripulações e a mais do que um pouco de sorte.
- O que se conta
Os americanos tinham quebrado o código e conheciam o plano japonês inteiro.
O que o registro mostraLiam de 10% a 15% das mensagens, segundo a NHHC, muitas vezes em fragmentos. Sabiam o alvo, a data e boa parte das forças de Nagumo, mas não detectaram o grupo de encouraçados de Yamamoto antes da batalha. O truque da falta de água em Midway não serviu para convencer Nimitz, que já estava convencido, e sim Washington.
- O que se conta
O ataque às Aleutas foi uma isca para tirar a frota americana de Pearl Harbor.
O que o registro mostraAs fontes divergem. Parshall e Tully o tratam como operação paralela, decidida por política interna, e lembram que uma isca teria começado antes, para dar tempo de a frota reagir; ela começou um dia antes de Midway. A NHHC ainda fala em finta. Pelo código, Nimitz sabia que as Aleutas não eram o esforço principal.
PerguntasPerguntas frequentes
Quem venceu a Batalha de Midway?
Os Estados Unidos. O Japão perdeu os quatro porta-aviões que tinham atacado Pearl Harbor, Akagi, Kaga, Sōryū e Hiryū, contra um americano, o Yorktown, e Yamamoto cancelou a invasão de Midway.
Quando foi a Batalha de Midway?
De 4 a 7 de junho de 1942, com os primeiros ataques a oeste de Midway em 3 de junho. A decisão veio entre 10:20 e 10:30 de 4 de junho, e o Yorktown afundou na manhã de 7 de junho.
Por que o Japão perdeu a Batalha de Midway?
Os americanos sabiam o alvo e a data pelo código parcialmente quebrado e armaram uma emboscada com três porta-aviões. O Japão chegou com a frota dividida e uma busca fraca, e seus hangares cheios de aviões abastecidos e armados viraram incêndio quando as bombas caíram.
Quantos soldados morreram na Batalha de Midway?
Do lado japonês, 3.057 mortos, na conta de Parshall e Tully. Do lado americano, as fontes divergem: 307 ou cerca de 362.
Os americanos quebraram o código japonês antes de Midway?
Só em parte. Segundo a NHHC, os americanos liam de fato de 10% a 15% das mensagens da Marinha japonesa, muitas vezes em fragmentos. Foi o bastante para saber o alvo e a data, mas não o plano inteiro.
Episódio em produção
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Tema Guerra no Pacífico
FontesFontes
- Samuel J. Cox, H-Gram 006: Battle of Midway 75th Anniversary, Naval History and Heritage Command, 2017. — history.navy.mil
- Frederick D. Parker, A Priceless Advantage: U.S. Navy Communications Intelligence and the Battles of Coral Sea, Midway, and the Aleutians, National Security Agency, Center for Cryptologic History, 1993. — history.navy.mil
- Naval History and Heritage Command, Battle of Midway, 4–7 June 1942. — history.navy.mil
- Jonathan Parshall e Anthony Tully, Shattered Sword: The Untold Story of the Battle of Midway, 2005 (por citação).
- Jonathan Parshall, "Reflecting on Fuchida, or 'A Tale of Three Whoppers'", Naval War College Review 63:2, 2010. — digital-commons.usnwc.edu
- Jonathan Parshall, resposta a Martin Bennett sobre o relato de Fuchida, combinedfleet.com. — combinedfleet.com
- Craig L. Symonds, The Battle of Midway, Oxford University Press, 2011 (por resenhas).
- The National WWII Museum, "The Battle of Midway". — nationalww2museum.org
- Battle of Midway — Wikipédia em inglês. — en.wikipedia.org
- Mitsuo Fuchida — Wikipédia em inglês. — en.wikipedia.org
Imagens
- Fig. 01 — O porta-aviões Hiryū manobra para escapar das bombas de B-17 do Exército americano na manhã de 4 de junho de 1942, fotografado de um dos bombardeiros. Nenhuma das bombas dos B-17 acertou um navio japonês naquele dia.: Fotógrafo não identificado, U.S. Army Air Forces · U.S. Navy, USAF 3725 · Domínio público
- Fig. 02 — O Atol de Midway em 24 de novembro de 1941: Eastern Island, com a pista, à frente, e Sand Island, com a base de hidroaviões, ao fundo. Em junho de 1942 havia 127 aviões americanos na ilha.: Fotógrafo não identificado · U.S. Navy, NARA 80-G-451086 · Domínio público
- Fig. 03 — Torpedeiros TBD Devastator do esquadrão VT-6 preparados para decolar do Enterprise por volta das 07:30 de 4 de junho de 1942. O esquadrão perdeu 9 dos 14 aviões no ataque, sem acertar nenhum torpedo.: Fotógrafo não identificado · U.S. Navy, NARA 80-G-41686 · Domínio público
- Fig. 04 — O convoo do Yorktown logo depois das três bombas do primeiro ataque do Hiryū, em 4 de junho de 1942. A fumaça vem das chaminés atingidas; à direita, um marinheiro cobre um buraco de bomba. Reparado, o navio voltou a navegar antes do segundo ataque.: William G. Roy, fotógrafo da U.S. Navy · NARA 80-G-312018 · Domínio público
- Fig. 05 — O Hiryū à deriva e em chamas ao nascer do sol de 5 de junho de 1942, fotografado por um avião do porta-aviões japonês Hōshō. A frente do convoo foi destruída pelas bombas do fim da tarde anterior. O navio afundou poucas horas depois.: Oniwa Kiyoshi, Marinha Imperial Japonesa · U.S. Navy, NH 73065 · Domínio público
