Em junho de 1865 o exército paraguaio ocupa Corrientes, na Argentina, e uma esquadra brasileira de 9 vapores está fundeada no rio Paraná, logo abaixo da cidade, para cortar a linha de comunicação dele. Francisco Solano López decide tomá-la: chegar no escuro, passar pelos navios parados, virar e abordar cada um antes que levantasse âncora. Os vapores paraguaios eram quase todos mercantes armados; num duelo de artilharia, perderiam.
Esta página abre a minissérie da Guerra do Paraguai — ou da Tríplice Aliança, como a chamam os vizinhos — e segue a partida de 11 de junho de 1865: um plano que dependia do relógio, uma esquadra que entrou em coluna num canal estreito embaixo de uma bateria que não tinha visto, e uma fragata usada como aríete. A pergunta é como o rio virou tabuleiro, e o que a vitória brasileira fechou de fato — que é menos do que se costuma dizer.
FichaFicha da batalha
| Contexto | o Paraguai invade a província argentina de Corrientes em abril de 1865 e ocupa a capital; em 25 de maio o general argentino Wenceslao Paunero, transportado pela esquadra imperial, retoma a cidade por um dia e se retira | 2+ fontes |
|---|---|---|
| Brasil — comando | chefe de divisão Francisco Manuel Barroso da Silva, na fragata Amazonas, comandada pelo capitão de fragata Theotonio Raymundo de Brito | 2+ fontes |
| Paraguai — comando | capitão Pedro Ignacio Meza, no Tacuarí, e o segundo comandante Remigio Cabral; em terra, o tenente-coronel José María Bruguez; a ordem de ataque é de Francisco Solano López | 2+ fontes |
| Esquadra imperial | 9 vapores de guerra — a fragata Amazonas, de rodas, e oito corvetas e canhoneiras de hélice: Jequitinhonha, Belmonte, Parnaíba, Beberibe, Iguatemi, Araguari, Mearim e Ipiranga; 59 canhões; cerca de 2.300 homens, dos quais cerca de 1.170 do ExércitoO total de homens varia entre 2.277 e 2.297 conforme a fonte. | 2+ fontes |
| Esquadra paraguaia | 8 vapores — o Tacuarí, único navio de guerra, e sete mercantes armados: Paraguarí, Igurey, Marqués de Olinda, Salto Oriental, Jejuí, Yporá e Pirabebé —, mais 6 chatas a reboque com um canhão grosso cada; cerca de 36 canhões embarcados e 500 soldados escolhidos do 6º Batalhão para a abordagemOs 500 do 6º Batalhão são de George Thompson; José Ignacio Garmendia fala em 640. Há quem conte 7 chatas. | diverge |
| Em terra | 22 peças de campanha de Bruguez na barranca, ao norte da foz do Riachuelo, sem parapeito, com infantaria e foguetes Congreve nas margens | 2+ fontes |
| Terreno | abaixo de Corrientes o Paraná se divide entre ilhas e bancos; o canal principal corre colado à barranca da margem correntina, fundo mas estreito diante do Riachuelo, e não permitia manobrar com folga navios de mar como os brasileiros | 2+ fontes |
| Objetivo paraguaio | chegar de madrugada, passar pela esquadra fundeada, virar e abordar cada navio antes que levantasse âncora, levando-os para a frota paraguaia | 2+ fontes |
| Duração | do avistamento, de manhã, até a retirada paraguaia, por volta das 16 horas; as contas vão de cerca de 6 a pouco mais de 9 horas | diverge |
| Perdas materiais | Paraguai: os vapores Paraguarí, Marqués de Olinda, Salto Oriental e Jejuí e todas as 6 chatas. Brasil: a corveta Jequitinhonha, encalhada diante da barranca e abandonada; a Belmonte encalhou para não afundar e foi salvaO próprio jornal oficial paraguaio, El Semanario, reconheceu os quatro vapores em 17 de junho de 1865. | 2+ fontes |
| Baixas brasileiras | 102 mortos e 142 feridos na soma das partes de combate dos 9 navios; 87 mortos, 141 feridos e 14 desaparecidos na conta de Antônio Luís von Hoonholtz; 116 mortos e 151 feridos na de Garmendia. O navio mais atingido foi a Parnaíba | diverge |
| Baixas paraguaias | o governo paraguaio não publicou lista. Garmendia estima cerca de 750 na esquadra e 30 na bateria; o boticário britânico George Masterman diz que os paraguaios declararam 750 e que o número real era o dobro; Thompson fala em cerca de 200 | diverge |
| Meza | ferido no peito por bala de fuzil durante a batalha; morreu dias depois em Humaitá. Thompson e o major paraguaio Julián Godoy registram que López o teria mandado fuzilar se sobrevivesseA data da morte varia entre as fontes. | 2+ fontes |
| Resultado | vitória brasileira: a esquadra paraguaia deixa de existir como força de combate. A imprensa oficial de Assunção proclamou vitória paraguaia, somando o 11 e o 13 de junho | 2+ fontes |
| O depois | o Paraguai perde a ligação pelo rio com o resto do mundo até o fim da guerra e a ofensiva por Corrientes perde o apoio fluvial; mas a esquadra imperial recua para o sul e o rio Paraguai, acima, só passa ao controle aliado em 1868A data de 1868 é a de Francisco Doratioto. | 2+ fontes |
Lance 1O tabuleiro: uma esquadra de mar num canal de rio
Em abril de 1865 o Paraguai invade a província argentina de Corrientes e ocupa a capital. A coluna que desce pela margem do Paraná depende do rio para ser abastecida, e o rio é justamente o que o Império do Brasil pode fechar. Depois de apoiar o ataque argentino de 25 de maio a Corrientes, a esquadra de Francisco Manuel Barroso fica fundeada do lado do Chaco, alguns quilômetros abaixo da cidade: 9 vapores de guerra, 59 canhões, cerca de 2.300 homens.
A posição tinha força e tinha um defeito. Bloqueava o rio, mas ficava em território que o inimigo controlava, entre Corrientes ao norte e as barrancas do Riachuelo ao sul. O almirante Francisco Eduardo Alves de Almeida, da Escola de Guerra Naval, resume assim: a força brasileira não estava numa posição bloqueadora, mas bloqueada. Faltava carvão, e desde 3 de junho os navios queimavam lenha do Chaco para guardá-lo para o combate.
O tabuleiro é o próprio rio. Abaixo de Corrientes o Paraná se divide entre ilhas e bancos, e o canal principal corre colado à barranca da margem correntina — fundo, mas estreito e de cuidado, nas palavras de um prático da época. Os navios brasileiros tinham sido feitos para o mar, com calado grande. Do lado paraguaio, o único navio de guerra era o Tacuarí; os outros eram mercantes com canhões, de máquina e caldeira acima da linha d'água. Num duelo de artilharia, o resultado estava dado. O plano tinha de ser outro.
Lance 2O plano de López dependia do relógio
O plano é contado do mesmo jeito por George Thompson, engenheiro britânico do exército paraguaio, por Juan Crisóstomo Centurión, que lutou na barranca, e pelos oficiais paraguaios ouvidos depois da guerra: estar sobre os brasileiros ao romper do dia, passar pela esquadra fundeada, virar e encostar cada vapor num navio imperial, dar uma descarga e abordar, antes que eles levantassem âncora. Os marinheiros paraguaios recomendaram atacar entre 3 e 4 da manhã. Na margem, José María Bruguez levou 22 peças de campanha para a barranca do Riachuelo na noite de 10 de junho, para bater quem fugisse rio abaixo.
Tudo dependia de chegar no escuro, e tudo atrasou. A esquadra saiu de Humaitá depois da meia-noite, para uma viagem de cerca de 7 horas. Levava 6 chatas — barcaças sem motor, rentes à água, cada uma com um canhão grosso —, incluídas por sugestão de um coronel estrangeiro, contra a opinião dos marinheiros, segundo as memórias do oficial Pedro Gill. Rebocá-las obrigava a andar devagar. E o vapor Yberá perdeu a chaveta da hélice no caminho e ficou para trás. O segundo comandante, Remigio Cabral, apontou depois a partida tardia como a causa principal do resultado.
Os paraguaios apareceram por volta das nove da manhã de um domingo de céu limpo. Na esquadra brasileira, a cerimônia da bandeira já tinha acontecido e a mesa do almoço estava sendo posta. O comandante Pedro Ignacio Meza seguiu em frente. Centurión escreveu que o prudente seria adiar. Sem a escuridão, o plano de abordagem virava o duelo de artilharia que ele existia para evitar.
Lance 3Meza escolhe a casa: a barranca do Riachuelo
A linha paraguaia desceu pelo canal da margem correntina, a cerca de uma milha dos navios brasileiros, trocando tiros por poucos minutos. O Jejuí teve a caldeira atravessada e saiu de combate. Thompson chamou a manobra de tola: deu aos brasileiros o tempo de levantar âncora que o plano pretendia negar.
Mas Meza não voltou para abordar no meio do rio. Fundeou a linha junto à barranca do Riachuelo, embaixo das peças de Bruguez e da infantaria escondida no mato, com as chatas — que só podiam atirar paradas. Perdida a surpresa, ele montou uma defesa: se os brasileiros descessem atrás dele, lutariam no canal estreito, sob a barranca. O comandante da canhoneira Araguari, Antônio Luís von Hoonholtz, que estava do outro lado, achou que tinha caído numa emboscada preparada com cuidado.
Lance 4A coluna imperial entra embaixo da bateria
Barroso mandou atacar e a esquadra desceu em coluna pelo mesmo canal, colado à barranca, com a Belmonte à frente e a capitânia Amazonas ficando para trás. Foi aí que subiu o sinal que a Marinha do Brasil repete até hoje: O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever — alusão declarada ao de Nelson em Trafalgar. Os brasileiros não tinham visto a bateria. Quando a Belmonte chegou perto do Riachuelo, a barranca abriu fogo de canhão, fuzilaria e foguetes.
Sob o fogo, o Jequitinhonha virou para subir o rio, os navios de trás o imitaram, e a Belmonte seguiu sozinha e apanhou o fogo de todos. Por volta das dez da manhã, fazendo água, encalhou de propósito numa ilha para não afundar. O Jequitinhonha encalhou diante da barranca e ficou ali, sob fuzilaria e duas peças trazidas a curta distância. Na parte que escreveu no dia seguinte, Barroso registrou a pouca largura do canal e as dificuldades do confuso regimento de sinais. Almeida, que é oficial da Marinha, conclui que Barroso perdeu o controle dos movimentos de sua força no início da batalha.
Há um consolo para os brasileiros, segundo Hoonholtz e o major paraguaio Julián Godoy: muitos tiros da barranca passavam por cima dos navios e caíam na ilha em frente. Depois de cerca de duas horas, o Amazonas desceu entre as duas linhas, Barroso mandou de megafone que o seguissem, e a esquadra passou a ponta de Santa Catalina, virou num trecho mais largo e começou a subir de volta.
Lance 5A abordagem que quase deu certo: a Parnaíba
Com o leme avariado e separada do grupo, a canhoneira Parnaíba foi o navio que o plano paraguaio queria. Meza mandou contra ela o Tacuarí, o Salto Oriental e o Marqués de Olinda. O Tacuarí encostou, mas a roda lateral afastava o casco e só os homens em cima da caixa da roda conseguiram pular; voltaram, porque os navios não estavam presos um ao outro. Thompson anota o detalhe que explica muito: por um descuido, nenhum vapor paraguaio levava ganchos de abordagem.
O Salto Oriental, de hélice, encostou de verdade. Uns 30 paraguaios do 6º Batalhão saltaram a bordo, tomaram o navio da popa ao mastro grande e arriaram a bandeira imperial. Morreram na defesa o capitão Pedro Afonso Ferreira, do 9º Batalhão do Exército, e o guarda-marinha João Guilherme Greenhalgh. Era a batalha que López tinha planejado, travada num navio só, com horas de atraso. A esquadra que subia de volta varreu o convés com metralha, e a tripulação retomou a Parnaíba.
Lance 6O aríete: a fragata contra os mercantes
O lance que virou a partida foi usar a peça mais pesada como peça de choque. A fragata Amazonas, o maior casco da batalha, foi sobre os vapores paraguaios de proa. Barroso consultou o prático correntino Bernardino Gustavino sobre a água — num canal estreito, encalhar era perder o navio — e, com a resposta afirmativa, abalroou o primeiro. O sucesso o fez repetir. Quais navios e em que ordem as fontes não fecham: Barroso fala em quatro; o argentino Pablo Palermo, cruzando as partes brasileiras com Centurión, dá o Jejuí, o Salto Oriental, o Marqués de Olinda e o Paraguarí, além de uma chata. O resultado não diverge: quatro vapores paraguaios perdidos.
Por volta das 16 horas o Tacuarí, o Igurey, o Yporá e o Pirabebé, sob o comando de Cabral — Meza estava gravemente ferido —, subiram o rio. A canhoneira Araguari os perseguiu até perto do anoitecer e foi chamada de volta. Todas as chatas se perderam. Os quatro vapores que voltaram a Humaitá estavam com todos os canhões desmontados.
Barroso foi criticado por não perseguir até o fim. Thompson escreveu que em outro país ele iria a conselho de guerra. O próprio Barroso explicou que preferia destruir a esquadra ali do que andar para cima e para baixo num canal onde, mais cedo ou mais tarde, encalharia — e tinha navios avariados, feridos, margens inimigas e a noite chegando. Almeida chama a decisão de questionável, tomada no calor da ação. É escolha com custo, não erro nem acerto evidente.
VereditoPor que deu no que deu
O plano paraguaio era o certo para o material que López tinha: com mercantes armados contra navios de guerra, só a abordagem de surpresa igualava a partida. Ele morreu no relógio — partida tardia, chatas a reboque, um vapor avariado — e na decisão de Meza de atacar de dia mesmo assim. Sem a escuridão e sem ganchos, a abordagem só aconteceu uma vez, na Parnaíba, e quase bastou. Do outro lado, a esquadra imperial cometeu o erro clássico de quem tem mais peças: entrou em fila num corredor estreito, embaixo de uma bateria que não tinha visto, e pagou com o Jequitinhonha. O mesmo comandante que errou a entrada consertou a partida com o lance que só ele podia fazer: usar o maior casco do rio como aríete.
Em termos de xadrez, é o jogador que preparou um ataque de surpresa e chega à mesa com o relógio já correndo contra ele, insiste na linha, e acaba trocando as peças que não podia trocar. Riachuelo tirou do Paraguai a única peça capaz de disputar o rio. O que ela fechou foi a saída para o mar: a partir dali, nada chegou ao Paraguai pelo Paraná. O rio em si não mudou de dono naquele dia — a esquadra imperial recuou para o sul, os vapores paraguaios ainda navegaram entre Assunção e Corrientes, e o rio Paraguai só foi dominado em 1868. É senhor do rio quem domina as margens, escreveu Almeida. As margens são a próxima partida.
MitosO que se conta e o que o registro mostra
- O que se conta
Os brasileiros foram pegos dormindo.
O que o registro mostraEra domingo, a cerimônia da bandeira das 8 horas já tinha acontecido e a mesa do almoço estava sendo posta quando o vigia da canhoneira Mearim deu o alarme, segundo a parte de Barroso. A surpresa paraguaia falhou porque chegou com o dia claro, não porque encontrou alguém dormindo.
- O que se conta
Barroso se escondeu e quem comandou foi o prático Gustavino.
O que o registro mostraA história vem de George Thompson, do ministro americano Charles Washburn e do inglês H. W. Wilson — nenhum dos três estava no rio, e Thompson escreve que é o que se dizia. As partes de cinco comandantes brasileiros põem Barroso no passadiço dando ordens; num inquérito de 1877, Gustavino depôs que o primeiro abalroamento foi por iniciativa e ordem de Barroso, depois de consultá-lo sobre a profundidade. O historiador argentino Pablo Palermo conclui que não há evidência da covardia.
- O que se conta
Foi uma vitória limpa, executada como planejada.
O que o registro mostraO próprio Barroso registrou o canal estreito e o confuso regimento de sinais. A coluna entrou embaixo de uma bateria que não tinha visto, perdeu a corveta Jequitinhonha, quase perdeu a Belmonte e teve a Parnaíba abordada com a bandeira arriada. Almeida, oficial da Marinha: Barroso perdeu o controle no início e o recuperou na fase dos abalroamentos.
- O que se conta
Riachuelo deu ao Brasil o domínio dos rios.
O que o registro mostraDeu o bloqueio: o Paraguai não recebeu mais nada pelo rio até o fim da guerra, e sua esquadra nunca mais disputou o Paraná. Mas a esquadra imperial recuou para o sul logo depois, vapores paraguaios seguiram navegando entre Assunção e Corrientes, e o rio Paraguai só passou ao controle aliado em 1868, com a queda das fortalezas, segundo Francisco Doratioto.
- O que se conta
O Paraguai simplesmente mentiu ao dizer que venceu.
O que o registro mostraA imprensa oficial de Assunção proclamou vitória, somando ao 11 de junho o 13, quando canhoneiras brasileiras desistiram de desencalhar o Jequitinhonha sob as baterias, e López deu uma medalha com a legenda Riachuelo, 11 y 13 de junio 1865. Era propaganda sob controle do governo, mas o resultado militar não está em disputa: o mesmo jornal reconheceu a perda de quatro vapores.
PerguntasPerguntas frequentes
Quem venceu a Batalha do Riachuelo?
Venceu o Brasil. A esquadra paraguaia deixou de existir como força de combate: perdeu 4 vapores e todas as 6 chatas, enquanto o Brasil perdeu um navio, a corveta Jequitinhonha, encalhada e abandonada.
Quando e onde foi a Batalha do Riachuelo?
Em 11 de junho de 1865, na Guerra do Paraguai, no rio Paraná diante da foz do arroio Riachuelo, cerca de 15 km abaixo da cidade de Corrientes, na Argentina.
Quem comandou a Batalha do Riachuelo?
Do lado brasileiro, o chefe de divisão Francisco Manuel Barroso da Silva, na fragata Amazonas. Do lado paraguaio, o capitão Pedro Ignacio Meza, no Tacuarí, cumprindo a ordem de ataque de Francisco Solano López; em terra, a bateria era do tenente-coronel José María Bruguez.
Quantos morreram na Batalha do Riachuelo?
Do lado brasileiro, as contas vão de 87 a 116 mortos; a soma das partes de combate dá 102. O governo paraguaio não publicou lista: Garmendia estima cerca de 750 baixas na esquadra e 30 na bateria, e George Thompson fala em cerca de 200.
Qual a importância da Batalha do Riachuelo?
Tirou do Paraguai a única força capaz de disputar o rio: a partir dali, nada chegou ao país pelo Paraná até o fim da guerra. Mas não deu ao Brasil o domínio dos rios, porque a esquadra imperial recuou para o sul e o rio Paraguai só passou ao controle aliado em 1868.
Episódio em produção
MaisLeia também
- Episódio 20 · Guerra do ParaguaiHumaitá22 de setembro de 1866 a 5 de agosto de 1868
- Episódio 10 · Segunda Guerra Mundial, 1942A Batalha de Midway4 a 7 de junho de 1942
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Tema Guerra do Paraguai
FontesFontes
- George Thompson, The War in Paraguay, Londres, 1869, cap. VII. — archive.org
- Pablo Palermo, "La batalla de Riachuelo", Revista de Historia Naval, nº 160, Madri, 2023, pp. 109-142. — armada.defensa.gob.es
- Francisco Eduardo Alves de Almeida, "Riachuelo: uma batalha de controvérsias", Navigator, v. 11, nº 21, 2015, pp. 54-73. — portaldeperiodicos.marinha.mil.br
- Sergio Willian de Castro Oliveira Filho, "'La jornada gloriosa del 11 de Junio': a Batalha Naval do Riachuelo como propaganda de guerra nos periódicos paraguaios". — departamentos.uel.br
- José Miguel Arias Neto, "Uma batalha naval concentra por si só um século de glórias: Riachuelo na história e na memória", Revista Brasileira de História Militar, nº 20, 2016. — historiamilitar.com.br
- Francisco Doratioto, Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai, Companhia das Letras, 2002 (citado por Oliveira Filho).
- Thomas L. Whigham, "Riachuelo, Battle of the", Encyclopedia of Latin American History and Culture. — encyclopedia.com
- Battle of Riachuelo — Wikipédia em inglês. — en.wikipedia.org
- Batalha Naval do Riachuelo — Wikipédia em português. — pt.wikipedia.org
Imagens
- Fig. 01 — A batalha do Riachuelo na imprensa ilustrada francesa de 1865: gravura feita em Paris a partir de um desenho enviado de Corrientes por Félix Vogeli. É gravura, não fotografia — não existe foto da batalha. Ao fundo, a barranca de onde atirava a artilharia paraguaia.: Joseph Smeeton e Joachim-Jean Cosson, gravadores, segundo desenho de Félix Vogeli · L'Illustration, tomo XLVI, Paris, 1865 · Domínio público
- Fig. 02 — Plano do combate publicado na Revue maritime et coloniale em 1865: a esquadra paraguaia fundeada sob a barranca e a bateria, e o canal estreito por onde a esquadra brasileira desceu em fila. Os números de canhões da legenda original são os da imprensa da época; as contas paraguaias e independentes dão 22 peças na barranca.: Autor não identificado · Revue maritime et coloniale, tomo 15, Paris, 1865 · Domínio público
- Fig. 03 — Plano levantado por Antônio Luís von Hoonholtz, comandante da canhoneira brasileira Araguari, e publicado na Semana Illustrada em 1865. Mostra as chatas entre os vapores paraguaios, o Jequitinhonha encalhado e o canal junto à barranca. A bateria de "32 peças" e os números da legenda são a versão brasileira da época; as contas paraguaias e independentes dão 22 peças.: Antônio Luís von Hoonholtz · Semana Illustrada, nº 244, Rio de Janeiro, 1865 · Domínio público
- Fig. 04 — "A Parnahyba sustenta o choque de três vapores paraguaios": gravura do Le Monde illustré de agosto de 1865, feita a partir de um croqui. A abordagem da Parnaíba foi o único momento em que o plano paraguaio aconteceu como planejado.: Antoine Léon Morel-Fatio, segundo croqui de Muller · Le Monde illustré, nº 436, Paris, 19 de agosto de 1865 · Domínio público
- Fig. 05 — O combate visto pela Argentina, quase trinta anos depois: ilustração do Album de la Guerra del Paraguay, publicado em Buenos Aires entre 1893 e 1896. É ilustração, não registro: a linha de fumaça ao longo da margem é a artilharia paraguaia nas barrancas.: E. S. Z. · Album de la Guerra del Paraguay, dir. José C. Soto, Buenos Aires, 1893-1896 · Domínio público
